Tendências de emagrecimento 2026: o avanço das canetas e genéricos no Brasil

As principais tendências do mercado de emagrecimento em 2026, com destaque para a queda da patente do Ozempic e a expansão dos genéricos no Brasil.

Mercado

Mercado de canetas emagrecedoras deve dobrar para R$ 20 bilhões

Análise do UBS BB projeta que o mercado brasileiro de GLP-1 (canetas emagrecedoras) salte de R$ 11 bilhões em 2025 para R$ 20 bilhões em 2026, impulsionado pelo vencimento da patente da semaglutida e pela chegada de genéricos com preços 30% a 50% menores.

Fonte: UBS BB / Valor, set. 2026

Acesso

Genéricos do Ozempic já barateiam o tratamento — e ampliam o público

Com a perda da patente da semaglutida, entraram no mercado alternativas como Poviztra (Novo Nordisk/Eurofarma) e Ozivy (EMS). Nas farmácias, o preço médio da semaglutida caiu 50% entre julho e o primeiro trimestre, enquanto o volume vendido subiu 155% — com 70% a 84% dos compradores sendo novos usuários.

Fonte: Valor Internacional / Pague Menos, 2026

Dado de saúde

A obesidade segue avançando no Brasil

Dados do World Obesity Atlas indicam que 68% da população brasileira está acima do peso e 31% é obesa. Entre 2006 e 2023, a obesidade adulta saltou de 11,8% para 24,3%, e o sobrepeso de 42,6% para 61,4% — o que explica a alta demanda por tratamentos.

Fonte: World Obesity Atlas, 2026

Acesso ao SUS

Tratamento ainda é restrito: genéricos reabrem o debate no SUS

Hoje, apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso e 2,5% dos obesos usam esses medicamentos no Brasil (nos EUA, 4,4%). Uma caixa custa entre R$ 900 e R$ 3.000 e não é coberta pelo SUS. A Conitec rejeitou a semaglutida para obesidade em 2025, mas a chegada dos genéricos pode reabrir a discussão sobre inclusão.

Fonte: Campos 24 Horas / UBS BB, 2026

Alerta

Canetas não substituem hábitos: o uso sem acompanhamento traz riscos

Especialistas alertam que as canetas reduzem o apetite, mas não ensinam a se alimentar. O uso indiscriminado pode levar a perda de massa muscular, desnutrição e efeitos adversos graves. O endocrinologista Bruno Geloneze (Unicamp) defende que a redução de preços venha acompanhada de programas integrados de saúde.

Fonte: Jornal Onze de Maio / Unicamp, 2026

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Aviso legal: este conteúdo resume reportagens e análises de mercado para fins informativos. Não constitui recomendação de investimento nem orientação médica. Medicamentos para emagrecimento exigem prescrição e acompanhamento profissional.